Velha pandemia

Enquanto lutamos para controlar a nova onda da Covid, vamos nos lembrar de uma velha conhecida: a Aids (ou Sida).

Foto: Divulgação

De 1980 a junho de 2021, foram identificados 1.045.355 casos de Aids no Brasil. O país tem registrado, anualmente, uma média de 36,8 mil novos casos nos últimos cinco anos. O número anual de casos vem diminuindo desde 2013, quando se observaram 43.493 casos; em 2020 foram registrados 29.917 casos.

A distribuição proporcional dos casos de Aids mostra uma concentração nas regiões Sudeste e Sul, correspondendo cada qual a 50,6% e 19,8% do total de casos; as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste correspondem a 16,5%, 6,9% e 6,2%, respectivamente.

Observou-se que a maioria dos casos de infecção pelo HIV encontra-se na faixa de 20 a 34 anos (52,9% dos casos).

A razão entre os sexos para o ano de 2020 foi de 2,8 (M:F), ou seja, 28 homens para cada dez mulheres. A razão de sexos também varia de acordo com a faixa etária. Em 2020, a faixa etária que apresentou a menor razão de sexos foi a de 50 anos ou mais, com razão de 1,8, e a faixa etária que apresentou a maior razão de sexos foi a de 20 a 29 anos, com razão de 4,0.

A lenta diminuição da taxa de identificação ao longo dos últimos 10 anos e o aumento da proporção homens: mulheres sugere que a epidemia não está controlada, vamos ter aumento de casos nos anos seguintes, mas que há menor incidência nas mulheres e na transmissão vertical (quando a mãe passa para o bebê). De fato, a taxa de infecção nos menores de 5 anos de idade caiu de 4,0 (2010) para 1,2 (2020) casos para cada 100 mil habitantes.

No entanto, os cortes (R$ 407 milhões) do orçamento do governo atual vão impactar também nos programas assistenciais: pessoas vivendo com Aids e PREP, que distribuem medicamentos para barrar o desenvolvimento da doença. Mais uma política de saúde pública a ser resgatada pelo governo Lula.

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Departamento de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente