Volkswagen e Stellantis se unem em apelo por subsídios para salvar a indústria automotiva
Em um movimento raro de cooperação, os líderes das duas maiores potências automotivas da Europa, Volkswagen e Stellantis, publicaram um manifesto conjunto na quinta-feira (5). Oliver Blume (VW) e Antonio Filosa (Stellantis) defendem que a União Europeia (UE) deve conceder subsídios diretos para manter a produção de veículos no continente, sob o risco de a região se tornar um “mero mercado consumidor” de marcas estrangeiras.
O apelo surge em um momento crítico, onde as montadoras europeias se veem espremidas entre as novas tarifas comerciais dos EUA e o domínio avassalador da China na cadeia de suprimentos de baterias. Os executivos propõem uma estratégia protecionista baseada em três pilares para incentivar a compra e a fabricação local.
Bônus de CO2: Pagamentos diretos às montadoras para compensar os custos de descarbonização. Compras Governamentais: Prioridade para veículos fabricados no bloco em frotas públicas e Subsídios aos Compradores: Incentivos financeiros para tornar o carro elétrico europeu competitivo frente ao importado. Um dos pontos centrais do artigo é a dificuldade de produzir carros elétricos baratos sem componentes chineses.
Blume e Filosa alertam que, quanto menor o preço final exigido pelo consumidor, maior é a pressão para importar baterias da China — o que enfraquece a soberania industrial europeia. Enquanto gigantes como a BYD estabelecem bases sólidas na Europa, as fabricantes locais alegam competir em desvantagem, já que operam sob regulações sociais e ambientais muito mais rigorosas e caras do que as praticadas pelos exportadores asiáticos.
Do Garagem360