Volkswagen Tukan é confirmada como primeiro híbrido flex nacional da marca

A Volkswagen Tukan, sucessora da Saveiro, será o primeiro carro híbrido da marca alemã no Brasil, conforme Autoesporte já havia anunciado no ano passado. O movimento faz parte do ciclo de investimentos de R$ 20 bilhões da empresa na América do Sul até 2028, que também vai levar a eletrificação para vários outros modelos nos próximos anos. Isso significa que a picape intermediária será o primeiro produto a usar o motor 1.5 TSI Evo2 com sistema híbrido leve de 48 Volts, inicialmente importado do México.

São 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, com câmbio automatizado DSG de dupla embreagem e sete marchas. Vale ressaltar que o motor será flex. A Tukan terá início da produção no final desse ano e vai oferecer versões de cabine dupla e cabine simples, que serão voltadas para o trabalho, como revelamos em um especial sobre o projeto Udara — nome utilizado antes da oficialização do Tukan.

Visualmente, a caminhonete seguirá linhas parecidas com as do próprio Tera, mas com um visual mais robusto para brigar ao mesmo tempo com a Strada nas versões de entrada e com a Toro nas mais caras. Por isso, medirá cerca de 4,75 metros de comprimento, 2,80 m de entre-eixos, menos de 1,80 m de largura e 1,70 m de altura. A escolha da fábrica de São José dos Pinhais tem relação com a produção do T-Cross, com quem a picape compartilhará toda a estrutura dianteira da carroceria monobloco, a partir da plataforma MQB A0.

Da ponta do para-choque frontal até o fim das portas laterais dianteiras, todo o underbody, as chapas estruturais de aço, as colunas A e B, o para-brisa, motorização, suspensão, freios e cubos de roda dianteiros usados pela picape virão do SUV compacto. De acordo com a Volkswagen do Brasil, a picape já nascerá com 76% de peças nacionais. Da coluna B para trás, tudo será inédito para casar com o projeto de uma picape intermediária cabine dupla com motor turbo flex híbrido leve e tração dianteira.

Do AutoEsporte