Vozes que não se calam: Sindicato e Associação Heinrich Plagge reafirmam luta das mulheres
O encontro entre as duas entidades aconteceu na terça-feira (10) para reafirmar que a história da classe trabalhadora é indissociável da luta feminina.

A primeira roda de conversa “Vozes que não se calam: mulheres, memória e justiça” uniu o Sindicato e a Associação Heinrich Plagge para reafirmar que a história da classe trabalhadora é indissociável da luta feminina. A atividade aconteceu nesta terça-feira (10) no Centro de Formação Celso Daniel, ao lado da Sede, em São Bernardo.
Andrea Sousa, a Nega, diretora executiva dos Metalúrgicos do ABC, resgatou a memória de quem enfrentou a repressão de armas em punho para garantir direitos hoje naturais, como o terço de férias, por exemplo. “São resistências históricas que parecem impossíveis hoje, mas que fundamentam nossa base. É vital que a Heinrich Plagge leve a mensagem de combate ao feminicídio e a qualquer violência contra o ser humano para além de seus muros”, declarou.
Para Eliana Brizanti, representante da Associação, a neutralidade é conivência. “Combater o feminicídio não é pauta feminina; o fim da agressão exige que homens e mulheres caminhem juntos. Eles precisam assumir o compromisso de educar outros homens. Nossa regra é o respeito e a garantia de que nenhuma mulher viva com medo”, pontuou.
Dever de todos
O presidente da Heinrich Plagge, Hildo Soares, denunciou o machismo como um sistema de subordinação que deve ser aniquilado. “A luta por igualdade não é tarefa exclusiva das companheiras. É um dever de todos que defendem uma sociedade justa”, afirmou.
O ato culminou na assinatura da Carta Compromisso, documento no qual os homens presentes assumiram o dever público de romper o silêncio, intervir em agressões e não tolerar discursos que naturalizam o abuso. A luta continua: por respeito, autonomia e dignidade.
